As cidades do interior têm muito pouco a oferecer à população no que diz respeito a lazer e cultura de forma que as pessoas se prendem a uma novela, a uma mesa de bar, muitos se deleitam com os carros de som tocando um “ai se eu te pego”; outros vivem nas calçadas ouvindo, levando e trazendo fuxicos.
A minha querida Pereiro pode ser considerada o interior do interior. Mas, nos últimos meses, a rotina desta cidade tinha sido um pouco quebrada. Aos sábados, das 11 às 13 horas, o programa Mesa Redonda, através da rádio FM comunitária 104.9, vinha sendo a principal atração do povo pereirense.
Nas calçadas, nos bares, nos mais diversos recantos do município a audiência vinha tomando conta. Alguns ouviam porque compartilhavam da posição ideológica dos locutores; outros, porque discordavam das injustiças cometidas no programa contra quem está elevando Pereiro em todos os setores.
O que a princípio parecia uma brincadeira ganhou notoriedade. A mesa foi aumentando de diâmetro, mais pessoas foram se juntando, talvez enfeitiçadas pelo som do “tô vendo tudo”. Pereiro virou a fictícia cidade de Tangará da novela produzida pela Rede Globo no final década de 80. Em Tangará , o radialista era Juca Pirama, que, em tom de denúncia, dizia “menino, eu vi”. Aqui são muitos os Juca Pirama. Mas esperamos que os denunciantes da mesa não tenham o mesmo fim do Pirama original.
Pela importância que alcançou, a mesa redonda poderia ser renomeada de mesa famosa. A tal mesa foi a atração principal da capa do calendário. Toda a sua circunferência foi recheada de ações da atual gestão. Embora gigante, ainda lhe faltou espaço para os feitos faraônicos. Os ônibus sucumbiram diante do esplendor da mesa.
Com a ironia, os que se dizem amigos do gestor e de Pereiro soltaram risos sarcásticos com a criatividade da ilustração, onde a mesa aparece com três pernas. Isso nos passa a ideia de que a mesinha não suportaria por muito tempo o peso que estava carregando. Muitos ofereceram aos idealizadores do programa, pernas de angico para a sua recomposição.
A profecia não demorou a tornar realidade. Em um desses sábados, a mesa parece que desequilibrou e foi ao chão. Talvez com o peso das obras postas em cima dela. O programa não foi apresentado o que gerou muitas especulações por parte dos ouvintes. O que aconteceu com a mesa redonda?
Após umas três semanas de reparo, a mesa voltou do conserto, fortalecida. E nós que dela fazemos parte, torcemos para que um dia todo pereirense nela se sente e discuta sem paixão, sem agressão, sem perversão sobre justiça e democracia. Sem dúvida essas duas coisas trarão paz e tranquilidade à população que pôs no lugar do coração um bloco de concreto.
Joacir Rocha,28/01/12
A minha querida Pereiro pode ser considerada o interior do interior. Mas, nos últimos meses, a rotina desta cidade tinha sido um pouco quebrada. Aos sábados, das 11 às 13 horas, o programa Mesa Redonda, através da rádio FM comunitária 104.9, vinha sendo a principal atração do povo pereirense.
Nas calçadas, nos bares, nos mais diversos recantos do município a audiência vinha tomando conta. Alguns ouviam porque compartilhavam da posição ideológica dos locutores; outros, porque discordavam das injustiças cometidas no programa contra quem está elevando Pereiro em todos os setores.
O que a princípio parecia uma brincadeira ganhou notoriedade. A mesa foi aumentando de diâmetro, mais pessoas foram se juntando, talvez enfeitiçadas pelo som do “tô vendo tudo”. Pereiro virou a fictícia cidade de Tangará da novela produzida pela Rede Globo no final década de 80. Em Tangará , o radialista era Juca Pirama, que, em tom de denúncia, dizia “menino, eu vi”. Aqui são muitos os Juca Pirama. Mas esperamos que os denunciantes da mesa não tenham o mesmo fim do Pirama original.
Pela importância que alcançou, a mesa redonda poderia ser renomeada de mesa famosa. A tal mesa foi a atração principal da capa do calendário. Toda a sua circunferência foi recheada de ações da atual gestão. Embora gigante, ainda lhe faltou espaço para os feitos faraônicos. Os ônibus sucumbiram diante do esplendor da mesa.
Com a ironia, os que se dizem amigos do gestor e de Pereiro soltaram risos sarcásticos com a criatividade da ilustração, onde a mesa aparece com três pernas. Isso nos passa a ideia de que a mesinha não suportaria por muito tempo o peso que estava carregando. Muitos ofereceram aos idealizadores do programa, pernas de angico para a sua recomposição.
A profecia não demorou a tornar realidade. Em um desses sábados, a mesa parece que desequilibrou e foi ao chão. Talvez com o peso das obras postas em cima dela. O programa não foi apresentado o que gerou muitas especulações por parte dos ouvintes. O que aconteceu com a mesa redonda?
Após umas três semanas de reparo, a mesa voltou do conserto, fortalecida. E nós que dela fazemos parte, torcemos para que um dia todo pereirense nela se sente e discuta sem paixão, sem agressão, sem perversão sobre justiça e democracia. Sem dúvida essas duas coisas trarão paz e tranquilidade à população que pôs no lugar do coração um bloco de concreto.
Joacir Rocha,28/01/12
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