Impossível
É impossível me conter quando te vejo.
O meu desejo de abraçar-te é incessante.
A tua boca me convida provocante,
E nesse instante provarei do melhor beijo
Eu não temo que me peguem em flagrante
Para o mundo assumo: sou ladrão
Mas só roubo de quem meu coração
Tomou posse e me deixa assim Penante
Ofegante encontro nos teus braços
O repouso para a minha alma aflita
Toma conta de mim grande emoção
Se não me queres me dize como faço
Pra conviver com este amor que nada evita
E que já me fez perder toda a razão.
Joacir rocha, 16/11/2011
domingo, 15 de janeiro de 2012
Eu, você e a lua
Eu, você e a lua
A lua nasceu mais bela nesta noite
Que nem programamos estar juntos.
De penetra, a deusa do céu
meteu-se, alcoviteira, no nosso assunto;
Cobriu-nos com um lençol de prata.
Como sempre a lua me faz este apelo
O seu gelo acende a chama desse amor
Que derrete o meu peito endurecido.
Assim que ela aponta você fala
Poeticamente ao meu ouvido:
“- observe lua saindo esplendorosa”.
E lá vem a majestosa com uma parte do corpo
Envolta por um manto azul com bordas douradas...
Na moldura do cacto do fim do terreiro
A lua sorri de forma tímida como
Se sofresse um insulto de beleza.
Mas aos poucos se familiariza
E invade despojadamente o seu colo de leite.
Em silêncio, eu também peço para que me deite.
E fico a contemplar a fusão
Da beleza terrena com a da beleza universal.
A lua zomba da minha ingenuidade descomunal.
Absorto, não sei mais distinguir qual das belezas me extasia.
A lua foca a lanterna em sua face
E os meus olhos apresentam sintomas
de embriaguez dessa mistura de beleza.
A realeza noturna acaricia delicadamente
a manchinha vermelha que se formou
no lado direito do seu rosto, e
Eu queria ter feito esta marca com a minha boca
Neste momento, o meu ciúme vem à tona.
Desprendo a minha mão que se prendia à sua
E interrompo este afago delicado
A minha mão, trêmula, desliza sobre o seu rosto
ainda molhado de beijos de lua.
Sacio o meu desejo nas sobras da lua.
Parte dela é minha. Parte dela é sua.
A lua é nossa hoje e sempre estará a nos juntar.
Aqui ou do outro lado do atlântico
Faremos parte deste triângulo
Sem que nenhum dos três esgote
A capacidade de amar.
J Rocha012/01/2012
A lua nasceu mais bela nesta noite
Que nem programamos estar juntos.
De penetra, a deusa do céu
meteu-se, alcoviteira, no nosso assunto;
Cobriu-nos com um lençol de prata.
Como sempre a lua me faz este apelo
O seu gelo acende a chama desse amor
Que derrete o meu peito endurecido.
Assim que ela aponta você fala
Poeticamente ao meu ouvido:
“- observe lua saindo esplendorosa”.
E lá vem a majestosa com uma parte do corpo
Envolta por um manto azul com bordas douradas...
Na moldura do cacto do fim do terreiro
A lua sorri de forma tímida como
Se sofresse um insulto de beleza.
Mas aos poucos se familiariza
E invade despojadamente o seu colo de leite.
Em silêncio, eu também peço para que me deite.
E fico a contemplar a fusão
Da beleza terrena com a da beleza universal.
A lua zomba da minha ingenuidade descomunal.
Absorto, não sei mais distinguir qual das belezas me extasia.
A lua foca a lanterna em sua face
E os meus olhos apresentam sintomas
de embriaguez dessa mistura de beleza.
A realeza noturna acaricia delicadamente
a manchinha vermelha que se formou
no lado direito do seu rosto, e
Eu queria ter feito esta marca com a minha boca
Neste momento, o meu ciúme vem à tona.
Desprendo a minha mão que se prendia à sua
E interrompo este afago delicado
A minha mão, trêmula, desliza sobre o seu rosto
ainda molhado de beijos de lua.
Sacio o meu desejo nas sobras da lua.
Parte dela é minha. Parte dela é sua.
A lua é nossa hoje e sempre estará a nos juntar.
Aqui ou do outro lado do atlântico
Faremos parte deste triângulo
Sem que nenhum dos três esgote
A capacidade de amar.
J Rocha012/01/2012
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