Um dia sem hora
Um dia sem hora, Senhora, eu queria
Passar com você sem querer saber
Da vida o que resta. Se o mundo é um cubo
Se eu sou a aresta. Se a vida é um tubo
Por onde caminho, um redemoinho
Que comigo brinca- nada me importa.
Vou bater na sua porta, colher da sua horta
Os frutos maduros e saciar esta fome
Num prato de amor, sobremesa de amor.
Sobras de amor num dia sem hora.
Um dia, senhora, sem hora no braço
Você nos meus braços lutará contra as horas.
Vem viver comigo um dia, senhora.
Um dia sem hora, senhora, sem hora.
Joacir, 2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário