segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um dia sem hora

Um dia sem hora

Um dia sem hora, Senhora, eu queria

Passar com você sem querer saber

Da vida o que resta. Se o mundo é um cubo

Se eu sou a aresta. Se a vida é um tubo

Por onde caminho, um redemoinho

Que comigo brinca- nada me importa.

Vou bater na sua porta, colher da sua horta

Os frutos maduros e saciar esta fome

Num prato de amor, sobremesa de amor.

Sobras de amor num dia sem hora.

Um dia, senhora, sem hora no braço

Você nos meus braços lutará contra as horas.

Vem viver comigo um dia, senhora.

Um dia sem hora, senhora, sem hora.

Joacir, 2011

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