quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Declaração

Há tempo lhe paquero e te quero

mas você é tão fria que nem percebe

O meu peito todo dia recebe

A descarga dessa paixão de menino.

O meu amor clandestino resiste

em lhe ter meu coração só insiste.

Que ainda não lhe toquei é o que sei

Mas pra lhe ter comigo sempre luto

Insulto os que me tiram as esperanças

De em seus finos cabelos fazer tranças

E que cada laço me enlace a ti

E que toda sua face se abra num sorrir.

Posso sentir que se passaram os anos

Mas você não mudou e mesmo muda

Me diz: espere um pouco. seu tempo

Chegou. E me estende uma flor

De prata que parodia os grisalhos

Cabelos que ainda me restam. A testa

lisa atesta a recompensa da minha

longa espera. Tudo é primavera

agora que te encontrei. É cheguei

e ganho o descanso no seu leito

Fui eleito pra te admirar e aceito

O tempo muda sem mudar meu jeito.

De amar incondicional. Anormal

Há quem diga e não me importo

Suporto ouvir tudo porque a voz

Que escuto é esta que se faz

No seu silêncio demais prolongado

Ao mundo deixo meu amor declarado.

Joacir26/09/2010

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