Um banho de lua
É tempo em que as pessoas têm pouco
Tempo para contemplar a lua;
É tempo em que a poesia não passa
De uma linguagem “fria”.
Neste mundo em que se calcula tudo em real
Vejo como única realidade a poesia da lua.
A lua nos toca, a lua nos foca sem emitir fofoca.
A lua que nos olha com olhar confidencial.
Ela nos diz que é normal o anormal.
O monte é igual ao monte, mas tudo
Tudo está mudado.
Alta noite, e o farol com toda a potência
Ofertando-nos um banho gelado.
A você oferto um presente sem valor:
Um poema de gelo para aquecer
E manter viva a nossa sensibilidade.
Joacir, agosto de 2010
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